quarta-feira

Juiz determina que Marcelinho Paraíba seja solto

Marcelinho Paraíba foi preso em flagrante na madrugada desta quarta-feira (30) e transferido para o Serrotão, no começo desta tarde.

Jogador já foi solto nesta tarde
O juiz Paulo Sandro de Lacerda, da 5ª Vara Criminal de Campina Grande, decidiu na tarde desta quarta-feira (30) soltar o jogador Marcelinho Paraíba. Com a decisão, advogado Afonso Vilar irá junto com o oficial de Justiça ainda nesta tarde ao Presídio do Serrotão para cumprir o alvará de soltura.

Marcelinho Paraíba foi preso em flagrante na madrugada desta quarta-feira (30) e transferido para o Serrotão, no começo desta tarde. Ele prestou depoimento e passou a manhã detido na carceragem na Central de Polícia de Campina Grande. O atleta foi indiciado por estupro, por ter supostamente tentado beijar e agredir uma mulher de 31 anos.

De acordo com o delegado Fernando Zoccola, caso condenado, o jogador poderá passar de 6 a 10 anos na cadeia. Segundo ele considerou mesmo sem ter chegado ao ato sexual, devido às mudanças no Código Penal Brasileiro a tentativa de ter uma relação com a mulher pode ser interpretada como estupro.

Segundo Zoccola, a suposta vítima afirmou em depoimento que o crime aconteceu de madrugada em uma festa no sítio do jogador em Campina Grande, cidade natal do meia, para comemorar a ascenção do Sport à Série A do Campeonato Brasileiro.
Segundo ela, Marcelinho forçou um beijo e a agrediu, puxando seus cabelos. A mulher apresentava cortes na boca e foi levada para a Unidade de Medicina Legal (UML) para ser submetida a um exame de corpo de delito.

Em sua única declaração, Marcelinho disse ser inocente e informou que só falaria em juízo. O advogado Afonso Vilar negou as acusações. "Em 20 anos, nunca vi ninguém ser preso por causa de um beijo", disse.

Além de Marcelinho Paraíba, outros três amigos foram detidos durante o tumulto. Eles foram indiciados por resistência à prisão e desacato a policiais militares e poderão ser soltos mediante o pagamento de fianças de R$ 1 mil para cada.

Conforme Fernando Zoccola, outra questão que vai ser apurada é a informação de que o irmão da vítima, um delegado de Polícia Civil, teria disparado tiros no momento da prisão. O suspeito nega, mas sua arma será levada para perícia em busca de resíduos de pólvora.

 

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