quarta-feira

A EX - ASSESSORA DO EX DEP. PASTOR FAUSTO OLIEIRA E PRESA

Presa acusada de integrar quadrilha que traficava bebês

Campina Grande - A paraibana Gleide Cavalcante de Carvalho, que usava o nome de ‘Michele’, apontada como integrante da rede interestadual de tráfico de crianças, foi presa anteontem, em Fortaleza, no momento em que tentava fugir para o Rio de Janeiro com o bebê de dois meses, que tinha sido raptado em Teresina. A Justiça do Piauí já decretou a prisão preventiva da acusada e dos outros quatro presos durante a operação Berçário, deflagrada na última sexta-feira. A quadrilha é acusada de agir nos estados do Piauí, Ceará e Paraíba.  

Segundo o chefe de investigação da Delegacia de Proteção a Criança e o Adolescente (DPCA) Joatan Gonçalves, a paraibana trabalhou como assessora do ex-deputado Pasto Fausto Henrique Oliveira, entre os anos de 2003 e 2006. Ela foi presa por volta das 18h00, no terminal rodoviário de Fortaleza, no momento em que tentava fugir para o Rio de Janeiro, onde iria deixar a criança. “O bebê está em um abrigo em Fortaleza e será encaminhado para Teresina dentro de dois dias. Já a acusada está presa em Fortaleza e será recambiada para o presídio feminino de Teresina. Todos os presos já tiveram a prisão preventiva decretada”, contou Joatan.

A mãe da bebê que foi raptada no último dia 24 de outubro, Mires da Silva Lima ,foi indiciada como cúmplice e também poderá ser presa. Ela havia recebido uma cesta básica e uma quantia no valor de R$ 70 para entregar a criança ao bando.

A Polícia piauiense já tem indícios da participação de mais paraibanos acusados de integrar a rede de trafico interestadual e internacional de crianças, que agia nos estados do Piauí, Ceará e Paraíba. A investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) aponta sobre a existência de uma ramificação do bando que estaria em João Pessoa.

Segundo Joatan Gonçalves, apesar das cinco principais pessoas que integravam o bando já terem sido presas, as investigações dão conta de que a quadrilha possuía ramificações nos outros estados onde o bando agia. “O que sabemos até agora é que existem mais envolvidos no esquema que podem estar na Paraíba e no Ceará. Estamos investigando e contando com o apoio das policias desses dois estados para conseguir chegar até outros possíveis integrantes”, explicou o chefe de investigação.

Conforme as investigações da DPCA, Gleide Cavalcante, Joana Ribeiro do Nascimento Lira, Jakeline Rodrigues de Pinho, Maria da Conceição Pacífico dos Santos e o pastor Fausto Henrique Oliveira percorriam maternidades e bairros da periferia, aliciando mães para raptar os bebês. Eles poderão responder por vários crimes, entre eles: subtração de incapaz para colocação em lar substituto, formação de quadrilha e falsa identidade. 

CASC-PB/NOTICIA

 

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