segunda-feira

Egito enfrenta segundo dia de violência, no centro do Egito

Manifestantes voltaram a ocupar a Praça Tahrir, no centro do Cairo, após violentos confrontos com a polícia em diversas partes do Egito. Centenas de pessoas passaram a noite na praça e continuam no local, apesar das tentativas das autoridades de reprimir o protesto com gás lacrimogêneo.

Alguns jornais egípcios descrevem a onda de manifestações como "a segunda revolução".

A uma semana das primeiras eleições parlamentares desde a queda do presidente Hosni Mubarak, os manifestantes protestam contra um rascunho de Constituição que, segundo eles, permitiria aos militares manter muito poder após a eleição de um governo civil.

Os manifestantes exigem que o líder do governo militar do Egito, marechal Hussein Tantawi, renuncie e seja substituído por um conselho civil.

A violência no Cairo começou ontem (19), quando a polícia tentou retirar manifestantes da praça após protestos na sexta-feira. Dois manifestantes foram mortos: um atingido por um tiro no Cairo e outro, por uma bala de borracha em Alexandria.

Cerca de 750 pessoas ficaram feridas, 40 delas das forças de segurança, segundo a TV estatal egípcia.
Manifestantes na capital incendiaram um prédio do governo e um carro da polícia e lançaram bombas caseiras e pedras contra os policiais.

Na Praça Tahrir, a violência continuou até a noite, quando os policiais se retiraram para ruas nos arredores.
Os confrontos recomeçaram neste domingo, quando as forças de segurança tentaram conter manifestantes que se dirigiam para o prédio do Ministério do Interior, nas imediações da praça.

Um acampamento improvisado foi montado na praça, exatamente como o que apareceu em fevereiro, durante os protestos que tiraram Mubarak do poder. Há também um hospital temporário montado para cuidar dos feridos.

CASC-PB/NOTICIA

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