terça-feira

Coletas de sangue crescem 124% no Estado

O número de coletas externas de sangue realizadas pela Hemorrede da Paraíba cresceu 124% neste ano em comparação com o ano passado. Foram 1.227 coletas em 2011, contra 548 em 2010.




Nesta, sexta-feira (25), quando se comemora o Dia do Doador de Sangue, o Hemocentro da Paraíba receberá os doadores com uma programação especial, a partir das 9h.
Será montada uma árvore natalina, haverá entrega de brindes e medalhas, atividades com um fisioterapeuta e um café da manhã.
De acordo com a diretora geral do Hemocentro da Paraíba, Sandra Sobreira, houve aumento no número de doadores, principalmente entre jovens.
Segundo ela, na faixa dos 18 aos 29 anos, a quantidade de doações, até outubro deste ano, já é 12,13% maior do que a de todo o ano de 2010 – foram 13.910 doações em 2011. A quantidade de doações entre as mulheres também aumentou, passando de 6.188, em 2010, para 6.897, neste ano – aumento de 11,45%.
alerta para a importância da doação e explica o que é necessário para que as pessoas se tornem “salvadoras de vidas” por meio desse ato.
“Neste ano também conseguimos a meta do Ministério da Saúde de diminuir a quantidade de doações para reposição – que são aquelas que as pessoas fazem para repor as bolsas de sangue utilizadas pelos amigos ou familiares deles – e aumentar as voluntárias. As doações de reposição diminuíram 5,25% – de 28.494 para 26.997 – e as doações voluntárias aumentaram 28,14%, de 4.900 para 6.279”, destacou Sandra.
Doações – Diariamente, o órgão distribui mais de três mil bolsas de sangue para as instituições de saúde de toda a Paraíba, e realiza, em média, 15 transfusões diárias na sede – em João Pessoa, o Hemocentro recebe, em média, de 150 a 200 doadores por dia.
Durante uma doação, o voluntário retira 450 mililitros de seu sangue. O sangue coletado é estocado por grupo sanguíneo e fracionado em concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma. Cada doação é dividida em três ou quatro bolsas de sangue para transfusão. Geralmente, a maior demanda dos pacientes é pelos concentrados de hemácias e plaquetas.
Tipos raros – O tipo sanguíneo mais raro no estoque do Hemocentro da Paraíba é o AB negativo e os mais comuns são A e O positivo, conforme revelou a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas Especiais do Hemocentro da Paraíba, Divane Cabral Pinheiro.
“O período do ano de maior demanda por sangue são, geralmente, os períodos de festas, quando aumenta o número de acidentes, a exemplo do Carnaval, São João e festas de final de ano”, observou.
O Hemocentro vive em constante busca de doadores, para que o estoque se mantenha sempre abastecido. Mesmo os tipos sanguíneos mais raros são permanentemente abastecidos, porque o órgão possui uma lista de doadores que são acionados sempre que aumente a demanda por esses tipos mais raros.
Para doar sangue, as pessoas podem procurar o Hemocentro Coordenador, em João Pessoa, o Hemocentro Regional, em Campina Grande, e os Hemonúcleos de 11 municípios: Guarabira, Itabaiana, Picuí, Monteiro, Patos, Piancó, Princesa Isabel, Itaporanga, Catolé do Rocha, Sousa e Cajazeiras.
Os voluntários precisam levar documento oficial com foto (RG, habilitação ou carteira profissional), tanto quando vão a um centro quanto quando se dirigem a alguma unidade móvel nos dias de coleta externa.
As informações sobre os locais onde a unidade móvel estará realizando as coletas podem ser adquiridas pelo telefone (83) 3218-5690.
Para doar – A frequência máxima admitida e o intervalo entre as doações é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher, sendo que o intervalo mínimo entre duas doações deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.
O doador de sangue ou componentes deve ter idade entre 18 anos completos e menos de 68 anos, mas também podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal, para cada doação. O limite para a primeira doação é para pessoas com menos de 61 anos completos.
O peso mínimo para um candidato ser aceito para a doação é de 50 kg. Não devem ser aceitos como doadores os candidatos que tenham tido perda de peso inexplicável e superior a 10% do peso corporal nos três meses que antecedem a doação. A pulsação deve apresentar características normais.
Não deve ser coletado sangue de candidatos que tenham feito refeição copiosa e rica em substâncias gordurosas há menos de três horas.
Não podem ser aceitas como doadoras as mulheres em período de lactação, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses – a menstruação não é contraindicação para a doação.
A ingestão de bebidas alcoólicas contraindica a doação por 12 horas após o consumo. O doador alérgico somente será aceito se estiver assintomático no momento da doação. São inaptos definitivos aqueles que têm enfermidades atópicas graves, como asma brônquica grave e/ou antecedente de choque anafilático.
Os candidatos à doação de sangue que exerçam ocupações, hobbies ou esportes que oferecem riscos para si ou para outros somente poderão ser aceitos caso possam interromper tais atividades pelo período mínimo de 12 horas após a doação.
Entre as ocupações consideradas de risco para doação de sangue estão: pilotar avião ou helicóptero; conduzir veículos de grande porte (ônibus, caminhões e trens); operar maquinário de alto risco (indústria e construção civil); trabalho em andaimes e prática de paraquedismo ou mergulho.
Restrições – Não podem doar sangue os candidatos que possuírem piercing na cavidade oral e/ou na região genital, devido ao risco permanente de infecção, mas poderão se candidatar a nova doação 12 meses após a retirada. Também não podem ter antecedentes de compartilhamento de seringas ou agulhas. Pessoas que tiveram alguma Doença Sexualmente Transmissível (DST) só poderão doar 12 meses após a cura.
Será considerado inapto por 12 meses os candidatos a doação que tenham feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas, ou seus respectivos parceiros sexuais; que tenham feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais, ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros sexuais; que tenha sido vítima de violência sexual, ou seus respectivos parceiros sexuais; homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes; pessoas que tenha tido relação sexual com pessoa portadora de infecção pelo HIV, hepatite B, hepatite C ou outra infecção de transmissão sexual e sanguínea e pessoas que tenha feito piercing, tatuagem ou maquiagem definitiva, sem condições de avaliação quanto à segurança do procedimento realizado.

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